José da Cruz Bispo de Miranda
RESUMO. A pesquisa debate a força do discurso antiracialista e seus efeitos sobre os programas de ações afirmativas no ensino no ensino superior brasileiro, especialmente os de reserva de vagas para negro. A pesquisa é descritiva e debate as políticas de discriminação reversa para o ensino superior, destacando o baixo número de inscritos e de aprovados negros nos vestibulares das universidades, notadamente na Universidade Estadual do Piauí – UESPI. O que tem provocado esta situação? A busca por essas respostas leva-nos a algumas hipóteses: 1)os antiracialistas tornaram dominante a idéia que a desigualdade é de origem social, não existindo vinculação racial, e conseguentemente, com a situação da escravidão; 2)a posição dominante dessa idéia tem transformado o processo de seleção de cotista negro num modelo excludente; 3)os programas de permanência não são implementados ou não funcionam, provocando o baixo rendimento ou a exclusão do ensino superior dos que foram aprovados pelo sistema de cotas. Por fim, o estudo tenta apontar que não basta uma política formal de ‘ações afirmativas’ se as instituições envolvidas não estão comprometidas com o resgate social das populações e, construam modelos de processos de escolha que visem alcançar os objetivos da inclusão social e não o seu inverso.
Palavras-Chave: Antiracialismo. Ações Afirmativas. Ensino Superior.
Excelente iniciativa. Devemos trabalhar, agora, para divulgar o blog.
ResponderExcluirProf. Antonio Dias