terça-feira, 11 de abril de 2017

G1.GLOBO.COM
07.04.2017
Teresina é 13ª cidade mais violenta do Brasil, diz ranking mundial de ONG
Com 42 mortes para cada 100 mil habitantes, capital Teresinense ficou ainda na 38ª posição do ranking mundial.
Teresina é a 38º cidade mais violenta do mundo e a 13ª cidade mais violenta do Brasil, segundo ranking elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, divulgado nesta sexta-feira (7). O Brasil possui 19 municípios no ranking e é o país com maior número de cidades na lista, que é constituído apenas por municípios com mais de 300 mil habitantes.
A capital do Piauí aparece com um índice de 42,84 homicídios para cada 100 mil habitantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um índice acima de 10 mortes por 100 mil habitantes já configura epidemia de homicídios.
Com 130,35 homicídios por 100 mil habitantes, Caracas, na Venezuela, aparece no topo do ranking das mais violentas do mundo, seguida por Acapulco, no México, e San Pedro Sula, em Honduras.
No Brasil, além de Teresina, a lista inclui ainda Natal (11ª), Feira de Santana (15º), Vitória da Conquista (16º), Campos dos Goytacazes (19º), Salvador (20º), Maceió (25º), Recife (28º), João Pessoa (29º), São Luís (33º), Fortaleza (35º), Cuiabá (39º), Goiânia (42º), Macapá (45º), Manaus (46º), Vitória (47º) e Curitiba (49º).
Cidades mais violentas do mundo
  1. Caracas (Venezuela) – 130,35 homicídios/100 mil habitantes
  2. Acapulco (México) – 113,24
  3. San Pedro Sula (Honduras) – 112,09
  4. Distrito Central (Honduras) – 85,09
  5. Victoria (México) – 84,67
  6. Maturín (Venezuela) – 84,21
  7. San Salvador (El Salvador) – 83,39
  8. Ciudad Guayana (Venezuela) – 82,84
  9. Valencia (Venezuela) – 72,02
  10. Natal (Brasil) – 69,56
  11. Belém (Brasil) – 67,41
  12. Aracaju (Brasil) – 62,76
  13. Cape Town (África do Sul) – 60,77
  14. St. Louis (EUA) – 60,37
  15. Feira de Santana (Brasil) – 60,23
  16. Vitória da Conquista (Brasil) – 60,10
  17. Barquisimeto (Venezuela) – 59,38
  18. Cumaná (Venezuela) – 59,31
  19. Campos dos Goytacazes (Brasil) – 56,45
  20. Salvador e RMS (Brasil) – 54,71
  21. Cali (Colômbia) – 54,00
  22. Tijuana (México) – 53,06
  23. Guatemala (Guatemala) – 52,73
  24. Culiacán (México) – 51,81
  25. Maceió (Brasil) – 51,78
  26. Baltimore (EUA) – 51,14
  27. Mazatlán (México) – 48,75
  28. Recife (Brasil) – 47,89
  29. João Pessoa (Brasil) – 47,57
  30. Gran Barcelona (Venezuela) – 46,86
  31. Palmira (Colômbia) – 46,30
  32. Kingston (Jamaica) – 45,43
  33. São Luís (Brasil) – 45,41
  34. New Orleans (EUA) – 45,17
  35. Fortaleza (Brasil) – 44,98
  36. Detroit (EUA) – 44,60
  37. Juárez (México) – 43,63
  38. Teresina (Brasil) – 42,84
  39. Cuiabá (Brasil) – 42,61
  40. Chihuahua (México) – 42,02
  41. Obregón (México) – 40,95
  42. Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) – 39,48
  43. Nelson Mandela Bay (África do Sul) – 39,19
  44. Armenia (Colômbia) – 38,54
  45. Macapá (Brasil) – 38,45
  46. Manaus (Brasil) – 38,25
  47. Vitória (Brasil) – 37,54
  48. Cúcuta (Colômbia) – 37,00
  49. Curitiba (Brasil) – 34,92
  50. Durban (África do Sul) – 34,43


quinta-feira, 6 de abril de 2017



Caro amigo Vilardi;

Fico feliz por conhecer o nosso Estado e por mais que não queira dizer, viu uma das faces de nossa policia, especialmente a que faz o policiamento ostensivo, o seu baixo efetivo, apesar de ser algo relevante, não quero me deter sobre isso. 

"[...] tem feito regressarmos ao inícios dos anos 80, no qual uma análise era consenso para os governos estaduais e Federal (diferente de hoje)". 

Esta citação que fiz traduz que estamos em movimentos pendulares desde os anos 80, há contextos em que nossas polícias e governos estão predispostos a inibir a força letal dos agentes da lei e de suas instituições, em outro, está a tolerar seus excessos. Essa tolerância com seus excessos, está explicita na formação, nas ações das instâncias de controle interno e externo (não estou a dizer nenhuma novidade). 

Outro aspecto é a precariedade dos salários dos policiais, que além de retirar deles a dignidade e a motivação para o trabalho, arrasta-os para o trabalho informal. Parte do número de homicídios acontece no confronto de policiais que estão de folga, com "sucesso" em sua maioria das vezes em favor do policial, contudo, em outras situações, com óbito desse profissional. 

Quanto a 2004,  tivemos 131 mortes por arma de fogo, em 2014, 454, . qual a razão disto? O crescente tráfico de drogas, a competição pelo monopólio deste mercado, a desigualdade social e racial, a ausência de políticas públicas para os  jovens, o  excesso de armas de fogo ilegais e legais no interior da sociedade.  Contudo não se pode omitir que o gerenciamento das forças policiais, a existência de um plano de segurança ou mesmo de programas com objetivos específicos, tanto de valorização profissional, de controle interno e a redução de homicídios em áreas deflagradas e entre os jovens dificultariam os números de homicídios nos patamares atuais.


Mesmo que todo o quadro social, econômico e racial fosse resolvido, ainda o sistema de segurança pública funcionaria de forma ineficiente. Por que? Ciclo fragmentado, Formação e valorização profissional inadequada, legislações militares, dentre outros. Mudar o sistema policial não é um discurso contra policiais ou às suas instituições, mas é reconhecer que a efetividade do sistema ainda está no mesmo ritmo das lampadas incandescentes, enquanto o mundo, está a ultrapassar o ritmo das lampadas de led, as quais produzem mais gastando menos.

Hoje, está em percurso, na gestão da segurança pública do Estado do Piauí (com Fábio Abreu e Eugenia Villa), a elaboração de um plano estadual de segurança, o primeiro, se vier a se consolidar.

Para seu email passarei trabalhos que confirmam algumas dessas teses.


Jose Miranda 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Estado do Piauí foi considerado o mais pacífico do pais entre os anos de 2004 e 2005, por possuir o menor índice  de homicídio do Brasil (hoje  temos uma taxa de 22,5 por 100 mil hab, ou seja,  702 homicídios) . Contudo, a "falta de um direcionamento" para uma política de segurança pública que priorize o policiamento com filosofia humanitária, especialmente nas áreas onde residem  jovens negros e aos finais de semana; associado a isso, uma polícia insistentemente motivada a enfrentar o delito dando cabo ao seu infrator, não importa a graduação do seu delito; a "falta de formação e valorização" profissional, e ao mesmo  tempo em que esta direcione a polícia e o policial a valorizar a vida, a diferença (raça, etnia, gênero, sexo e a juventude) tem feito regressarmos ao inícios dos anos 80, no qual uma análise era consenso para os governos estaduais e Federal (diferente de hoje), MUDAR O SISTEMA DE SEGURANÇA E A POLÍCIA SÃO PRECISOS.

José Miranda
Editorial Abril de 2017
Navegar é preciso

Em apenas quatro meses, 2017 vem mostrando que o que já era ruim na segurança pública, sempre pode piorar. Neste curto período, já tivemos crises prisionais; Poderes e órgãos da República tentando se eximir de responsabilidades; motins e greves nas polícias; debates acalorados sobre a previdência dos policiais tomando conta das preocupações da área; governantes indicando secretários e comandantes que louvam a violência do enfrentamento como tática eleitoral e midiática; crescimento das mortes decorrentes da ação policial e do número de policiais mortos; sucateamento das estruturas de investigação e esclarecimento de crimes; planos de redução de mortes violentas antigos sendo boicotados e planos novos lançados e logo após abandonados à própria sorte; crise fiscal que solapa capacidade de investimentos na segurança; fortalecimento dos lobbies da indústria de armas para acabar com o controle de armas no país; utilização das Forças Armadas como anteparo e panaceia para todos os problemas que a omissão nacional não consegue priorizar, entre vários outros fenômenos visíveis e invisíveis que cotidianamente nos absorvem.  

E, tudo isso, com a aceitação de parcelas significativas da população e a carona irrefletida de governantes às teses que difundem a violência como uma das respostas “legítimas” frente ao crime, à violência e ao desrespeito a direitos. A segurança pública é, cada vez mais, o grande calcanhar de Aquiles da nossa frágil democracia.

Porém, se este fenômeno não é exclusivo ao Brasil, pois vivemos uma era de fortalecimento de posições sectárias que cultivam o medo, a xenofobia racista e a intolerância, o país tem se singularizado na aniquilação da política e na gestão violenta do medo e da vida. A democracia brasileira, como chama atenção o sociólogo José de Souza Martins, tem sido nos últimos 30 anos a multiplicação dos comportamentos autoritários gestados durante a ditadura e, por sua vez, a criminalidade organizada se difundiu; e o medo, a insegurança e a incerteza se tornaram componentes da estrutura de personalidade dos brasileiros.

E o que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública tem a ver com tudo isso? Fomos criados e somos guiados por um grupo de policiais e pesquisadores que se contrapõem à esta narrativa majoritária. Temos dado provas de que é possível fazer a diferença e de ser coerente na defesa de uma agenda de direitos civis que, ao contrário de ser monopólio de um único partido político como muitos tentam circunscreve-la, é um patrimônio da sociedade brasileira e que precisa ser preservada e defendida.

Falar de vida, de transparência, de controles, de valorização e respeito profissional ou de administração não violenta de conflitos é assumir um compromisso ético e moral em torno de um projeto de país do qual não abrimos mão. Um projeto apartidário e civilizatório que precisa ser relegitimado e que depende da reunião de esforços e atores. Isso porque, infelizmente, este mesmo projeto está abalado e correndo riscos reais de ser dizimado pela antipolítica presente nas atuais batalhas pelo poder, que recolocam a ideia de salvadores da pátria no lugar de projetos coletivos e participativos que haviam sido realçados nas décadas de 1990 e 2000.

Na complexa tarefa de navegar em águas tão turvas, não podemos nos deixar cair nesta armadilha. Temos que nos mobilizar, superar eventuais fricções conjunturais e focar na construção e na explicitação de um movimento que não tenha vergonha de dizer em alto e bom som de que defende, com forte lastro técnico e de evidências, a vida, a liberdade e a cidadania. E, para tanto, precisamos empreender uma profunda reflexão sobre como podemos comunicar melhor a causa da revalorização da política e da defesa da agenda de direitos enquanto motores de mudança, transformação e modernização da segurança pública. 




Renato Sérgio de Lima
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Rua Amália de Noronha, 151 conjunto 405
São Paulo - SP 
CEP 05410-010
55 11 3081.0925

quarta-feira, 1 de março de 2017

 
FEDERALIZAR AS POLÍCIAS ESTADUAIS, RESOLVE O PROBLEMA DA CRIMINALIDADE NO BRASIL?


Ficamos atordoado com a proposta PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO No 6, DE 2017, de federalização das forças de segurança estaduais (Polícia Militar, Bombeiro Militar e  Polícia Civil), sabemos que o arquitetura policial brasileira é ineficiente (duas naturezas, civil e militar; ciclo fragmentado; dupla entrada, a legislação interna atrasada, dentre outros). Reconheço que este é um modelo em vários pais, mas deve-se considerar a estrutura do Estado Federativo, o tamanho do território nacional e, que muitas ações no âmbito das policias estaduais ocorrem em razão através de ações e programas do Governo Federal, com poucos resultados. A proposta parece dar uma solução para a dimensão salarial dos policiais, do respeito à disciplina e à hierarquia (sabemos que a questão das greves tem a cumplicidade da maioria dos oficiais) como se essas questões fossem os únicos problemas dos policiais e das polícias brasileiras. A iniciativa pode agradar policiais e governadores, estes últimos passando para o Governo Federal sua responsabilidade com a segurança pública dos cidadãos no Estado no qual foram eleitos. A federalização das forças policiais estaduais, além de não resolver as questões existentes, distancia o policial de seu território, de sua comunidade (vejam o que ocorre com a Força Nacional ao não conhecer o território local inviabiliza o policiamento ostensivo preventivo, sendo "eficientes" em intervenções pontuais). O debate sobre o sistema policial brasileiro não discute como propiciar um Estado, uma polícia e um policial que respeitem direitos de todos, mudanças nos padrões de formação e de policiamento. 

José da Cruz Bispo de Miranda


jOS 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017


Conversa sobre polícia: notas iniciais



                                                                        José da Cruz Bispo de Miranda
                                                       Professor da Universidade Estadual do Piauí




Estou em Lisboa, Portugal, quando início este texto e faz frio. A menção é necessária para se ter ideia do que é tido é algo lido, visto e ouvido. Sei que as percepções não são boas conselheiras, mas esta experiência é transposta a partir de uma abordagem que faço da segurança pública no Brasil e dos cuidados necessários com a etnografia e a comparação. O interesse é o sistema policial. Não focarei na comparação, mas alguns comentários envolvendo o sistema policial brasileiro não podem ser evitados. Este é uma das notas sobre a polícia que farei.

Pergunto a quem se propõe a escrever sobre o sistema policial português a possibilidade de comparar com o brasileiro. Para isso temos que apontar semelhanças e diferenças nos sistemas e se essas tornam viável qualquer enquadramento. Inicialmente, algumas notas sobre o nosso sistema policial. No Brasil, temos, aparentemente, vinte sete polícias civis e vinte sete polícias militares no Brasil. Aparentemente em razão do artigo 144 da Constituição Federal formatar o sistema de segurança pública, neste artigo são definidas as forças de segurança: a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Rodoferroviária, as Polícias Militares, o Corpo de Bombeiros, as Polícias Militares e a Polícia Civil, estas três últimas em seus estados.

Deste quadro de forças policiais, convém destacar as que desempenham o policiamento ostensivo e a que executa a atividade judiciária no âmbito dos estados, uma vez que as forças federais, destacadamente, a Polícia Federal atua de forma ostensiva e judicialmente nas fronteiras e em crimes federais e internacionais. Logo, a população é atendida pelas forças policiais estaduais, que apesar de vinte sete, se replicam em cultura e em estrutura organizacional em todo país, caracterizando sua unidade organizacional.

O Estado federado não pode modificar a função e tem limites em alterar suas estruturas. A Polícia Militar do Estado de São Paulo não difere na função que possui e na estrutura organizacional da Polícia Militar do Estado Piauí, guardadas as proporções de efetivo, cargos, remuneração, equipamento e nomes de unidades especiais que terminam tendo seu espelho nas diversas unidades da federação. Não é diferente a Polícia Civil. Neste sentido, posso falar de polícias que são nacionais, porque as nossas também são, em certa medida.

É difícil esquecer a natureza das forças de segurança, militar ou civil. Gosto de mencionar este aspecto, pois somos junto com Portugal, Áustria, Luxemburgo, Espanha, França e a Itália a  termos força de segurança pública de natureza militar e civil. Não sou adepto rígido sobre a incompatibilidade da natureza militar para policiar cidades, cidadãos, mas a caserna tem mecanismos de isolar seus membros da sociedade civil, da lei e dos tribunais comuns. Em Portugal temos várias forças e serviços de segurança, destaco três grandes forças, a Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Polícia Judiciária (PJ). As duas primeiras têm as funções ostensiva e investigativa, sendo que para os crimes mais graves (homicídio, tráfico internacional e outros crimes de repercussão) ficam a cargo da Polícia Judiciária.

No mês de dezembro é inverno (6º a 15º graus, normalmente) e as ornamentações natalinas estão por toda cidade e, com isso, vem as pessoas da periferia da cidade, das cidades vizinhas e de toda Europa. Ouve-se muito o inglês, o francês, o alemão, o espanhol e o português brasileiro. Nas grandes cidades portuguesas a segurança pública é realizada pelo PSP e nas cidades do interior pela GNR. Próximo de Lisboa, em Sintra, atua a GNR. Contudo, a primeira visão que seus olhos tem é de um policial militar, geralmente está no transito, mas atua nas áreas da segurança, exceção da investigação. São forças policiais complementares às forças de segurança. Sempre com seus coletes amarelos a organizar a circulação de veículos, auxiliar as pessoas com informações. É incrível, mas os dados que tratam da quantidade de policiais portugueses por habitantes não consideram esses profissionais.

As policiais nacionais portuguesas são regidas por leis orgânicas elaboradas pelo parlamento nacional e tem sido restruturadas para adequação a uma Europa sem fronteiras, a crimes que se globalizam e às formas de policiamento para uma sociedade democrática. Em 2007 ocorreu a última reforma, nesta ocasião força de segurança foi lembrada para ser extinta, mas permanecem as três grandes polícias. Com a redefinição de território e as formas de competência genérica, especifica e reservada para atividade de investigação.

A legislação portuguesa não fez um castelo para a segurança pública, consequentemente, o sistema português permite que leis orgânicas alterem as suas forças policiais, apesar de sua história, de serem corporativas, nem sempre resistem, algumas vezes são colaboradoras. A polícia, em seu sentido mais geral, tem características comuns e no caso português, também inclui suas esquadras de polícias (para nós delegacias de polícia). Os policiais que trabalham nestes espaços reclamam da falta de meios tecnológicos, de efetivo e de equipamento.

Leio em jornais na web que esquadras da PSP estão sendo fechadas. A queixa é  geral, a Direção Nacional explica que o fechamento ocorre para otimização dos recursos humanos e, que mais policiais que estavam na administração foram e serão transferidos para trabalharem na rua. A PSP faz policiamento à paisana (sem seu uniforme azul) e uniformizados. Ao andar pelo centro da cidade observo policiais, alguns caminham em dupla, em alguns pontos são quatro, talvez um encontro de duplas, outros estão fortemente armados. As duplas nem sempre são formadas por policiais da PSP, não é difícil ver policiais municipais com policiais da PSP.

Podem perguntar se Lisboa é segura. A sensação de segurança é boa. Observo pessoas da terceira idade sacando nos caixas eletrônicos que ficam pelo lado de fora dos estabelecimentos, sem a presença ostensiva de policiais ou seguranças privados e não presenciei assaltos, a taxa de homicídios é a quarta menor da Europa, em 2015 não chegou a um homicídio por cem mil habitantes.

Fui a periferia, andei por Benfica, Dalmaia e Queluz, regiões com muitos jovens de origens africanas e portugueses jovens e envelhecidos. É comum conjuntos habitacionais com edifícios com apartamentos. Na linha Sintra é a paisagem mais comum, mas existem outras. Nesta primeira visita fui de ônibus.

Na primeira comunidade (Benfica) desci do ônibus, não tinha a certeza se a linha me levaria para Queluz, avistei dois guardas da PSP a circular a pé pelo bairro. Os segui, mas entraram entre os edifícios de condomínios a observar o que acontecia e os perdi. fui à praça, esta ornamentada para as festas do Noel, barracas, roda gigante, pequenos teatros. Precisava saber onde fica a Escola da Guarda (Instituição que forma os praças da GNR), depois de perguntar a algumas pessoas, vejo o policial municipal, com seu colete amarelo. Me dirijo a ele e solicito a informação. Ele me direciona e consigo chega ao destino daquela manhã.